Núcleo Artístico

Grupo do Beco

Fundado em 1995, esse coletivo é o precursor de toda ação cultural da Casa do Beco. Uma nova geração, com um novo fôlego, vem atuando para dar continuidade às pesquisas teatrais, montagens de espetáculos e circulação de suas obras, tomando como fontes de inspiração temas sociais diversos e vivências cotidianas da própria comunidade.

Atualmente, o elenco trabalha em pesquisa para sua nova montagem, que aborda o cotidiano de passageiros em um micro-ônibus que circula pela comunidade. Com estreia prevista para o próximo mês de Agosto, a peça “Micro Mundo” retrata a história dos vários personagens que utilizam o transporte público, seus conflitos, suas intolerâncias sociais e suas necessidades de convivência.

Atuais integrantes do Grupo do Beco: Alexandre Almeida, Fernanda Carvalho, Marcela Sousa.




Cia Movimento do Beco

Criada em 2013, a partir de desejos de jovens moradores dançarinos da comunidade, com referências da dança de rua e contemporânea, montam espetáculos a partir de anseios relacionados à sua realidade social.

No seu primeiro espetáculo que estreou em 2014 a Cia pesquisou o processo de resgate da autoestima da juventude do morro, em especial os seus próprios processos e estreou o seu primeiro espetáculo, “Estima”.

Muitas coreografias, conversas, pesquisas, treinamentos e planejamentos depois da proposta inicial, oficializava-se, com esse primeiro espetáculo, a existência da Cia Movimento do Beco.

Transformar em dança as angústias pessoais, suscitar discussões relevantes sobre problemas da sociedade e ocupar os espaços urbanos das cidades – é a proposta de pesquisa desse novo coletivo artístico da Casa do Beco.

Atuais integrantes: Amada Gonçalves, Carol Oliveira, Jéssica Cristina, Ramon Paixão e Willian Inácio.




Grupo Teatro Entre Elas

Desde 2011, a Casa do Beco trabalha com mulheres de vários lugares da cidade de Belo Horizonte – em sua maioria moradoras do Morro do Papagaio – e propõe a elas que improvisem e “brinquem”, a fim de buscarem soluções para seus conflitos pessoais, através da criação de cenas que, descobertas em “sala de aula”, lhes possibilitem a ressignificação da vida. A partir desta experiência formou-se o Grupo Teatro Entre Elas.

Quando eu vim para um Belo Horizonte é resultado desse trabalho. Além deste espetáculo, que teve sua primeira montagem em 2014, as senhoras atrizes do grupo estrearam, em 2016, a peça Mãe, Raiz do Morro.

Em 2018, com a inserção de novas mulheres (oriundas de um trabalho que a Casa do Beco realizava no Centro de Saúde local), surgiu a necessidade de uma remontagem do primeiro espetáculo, de forma que essa nova versão permitisse que as quinze integrantes tivessem momentos de atuação, foco e existência cênica.

Atuais integrantes: Adeguimar de Jesus, Ana Oliveira, Cruzelina Conceição, Du Carmo, Graças Dias, Júnia Leonel, Maria das Mercês, Maria Geralda de Paula, Maurina Eugênia, Milta de Oliveira, Rita de Almeida, Rosa Santos, Suzete Sousa.




Cine Beco

As primeiras experiências que fundamentaram a realização do Cine Beco foram exibições de filmes em atividades desenvolvidas por dois projetos: o “Cortejo da Memória” (2005) e também o projeto “Ocupar Espaços – Circuito TV de Rua”, realizado em 2008 pela ONG Oficina de Imagens. Em 2009, uma equipe formada por jovens universitários, produtores culturais e realizadores audiovisuais – em sua maioria residentes do Aglomerado – articularam-se, com o objetivo de promover uma atividade cultural comunitária que se tornasse não apenas uma atividade eventual, mas uma Mostra permanente de filmes, com curadoria coletiva.

Nesse sentido, o Cine Beco tem como objetivo ser uma atividade e um espaço de intersecção e debate entre a memória, identidade e cultura do Morro com espaços culturais e de memória do restante da cidade.

As próximas metas do Cine Beco é também realizar produções audiovisuais, incluindo clipes, documentários, registros da história, curtas, ficções e até mesmo ousar em produzir, futuramente, longas.

Atuais integrantes do Cine Beco: Gabriela Matos e Priscila Campelo.